quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Laboratório



Meriolinda
Esta obra tem como suporte uma placa de mdf branca que foi pintada a cinzento metalizado com spray. Nas extremidades e a toda a volta coloquei um material que extraí do interior de uma almofada e pintei do mesmo tom. Uma linha vertical de papel autocolante cinzento brilhante divide a obra em duas metades onde estão colocados vidros em forma de brilhantes extraídos de um candeeiro antigo; são quadrangulares tendo o último o fim em ponta que parece apontar para baixo.Literalmente esta obra poderia ser lida como uma vagina no entanto muito mais se há a dizer. Há todo o conceito de procriação estritamente ligado à criação. Pode-se criar um paralelo entre estes dois termos. “nada se perde, tudo se transforma” ainda assim apesar de todas as influências a que somos sujeitos (os artistas as mais variadas desde outros artistas à forma como experienciam o mundo; os embriões com a influencia directa do espermatozóide do pai e o óvulo da mãe) é possível criar algo original.




Carta
Este trabalho é uma carta, uma dama de Ouros em que a cara da mulher alude à de Beatriz Costa. O facto de o naipe- ouros – que deveria estar a vermelho estar a preto transmite um certo negativismo, uma carga energética forte acrescida pelas barras pretas (ou brancas depende do ponto de vista do observador) que dão uma ideia de aprisionamento, forma essa que aparece representada noutras obras. A escolha da carta, a Dama, em detrimento do Ás deve-se ao facto da Beatriz ser um ícone e representar as mulheres da sua época, a verdadeira Dama, um significado talvez um pouco literal demais, mas afinal quantas pessoas comuns apreendem o que quer que seja de uma obra abstracta. Esta obra pode servir como uma ponte até esse mesmo publico que poderá vir a interessar-se pelas restantes.
Nesta obra estão representadas duas mulheres invertidas que estão unidas pelo centro do corpo ou pela área genital, pelo prazer que dão à outra, com significado similar está o losango que não é mais do que dois triângulos unidos (triângulos esses que desde a antiguidade apelam ao sexo feminino)originando assim uma nova forma, uma nova ideologia do sexo por assim dizer (homossexualidade), podendo significar que a mulher é a rainha do seu próprio prazer/sexo/poder.o padrão das riscas aqui também alude à questão das mulheres estarem presas à antiga ideologia tanto de vida como sexual.



What would you do?
Este trabalho é parte de uma apropriação de uns postres que eram para o publico levar. Esse poster original era todo preto com letras a branco “What would Neil Young do?” no âmbito de uma exposição no museu de arte contemporânea de Miami onde o tema era musica. Adaptei essa frase para “what would you do?” criando assim um paralelismo à ideia original, esta frase esta colada numa placa de madeira disforme com a forma de um “L” invertido manchada de preto e um espelho na parte superior. Tudo isto está coberto de plástico transparente.

O plástico cria uma barreira entre o espectador e a obra que tenta a todo o custo ser trespassada através da pergunta pessoal feita directamente ao espectador como do espelho que reflecte a sua imagem num duplo sentido pois também obriga o espectador a reflectir na sua vida, as soluções que escolhe na resolução de cada problema.





Esta obra é o resultado do estudo da imagem da Beatriz costa. Foram transpostos materiais “ricos”, vistosos que dão a ilusão de ostentação como os brilhantes e o papel autocolante brilhante prateado com materiais pobres como o suporto que é uma velha placa de madeira. O objectivo foi relacionados de forma a que funcionassem bem juntos mas deixando presente este contraste de materiais. Também está presente o contraste de formas a começar pelo próprio suporte que tem uma forma ligeiramente irregular e algumas manchas, assim com o cabelo e a face de Beatriz Costa com formas orgânicas (característica das formas humanas) e ainda do acumulado de esferovite com formas rígidas e simétricas em questão as barras horizontais que também conferem estrutura e do suporte de candeeiro colocado na parte superior esquerda da obra. Tanto o suporte do candeeiro como as barras aludem indirectamente a uma prisão, sobretudo na corrente de ferro (um material já por si forte, pesado e difícil de trespassar) no entanto trabalhado de uma forma meticulosa quase orgânico que apela ao luxo.

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